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Como tinha dito, manterei um diário de minha primeira leitura completa da Bíblia. Seguindo a ordem exposta nesta postagem, comecei com a Primeira Carta de São João. Confesso que achei a leitura não muito fácil.
A carta foi escrita para algumas comunidades cristãs da Ásia, que passavam por crises causadas por dissidentes que negavam Jesus como o Messias e afirmavam que um conhecimento religioso especial levava o homem à salvação. Minha dificuldade está na forma como a carta lida com algumas ideias várias vezes, fazendo um círculo narrativo, indo e voltando, sempre acrescentando alguma nuance ao longo do texto. Talvez por isso haja a sugestão de ler o livro duas vezes inicialmente. Mas, como são apenas cinco capítulos, é uma leitura rápida.
A comunhão com Deus depende de nosso amor, não apenas para com ele, mas também para com os nossos irmãos. E nossa salvação é concedida mediante Jesus, que se fez homem e foi crucificado para expiar por nossos pecados.
Alguns versículos que destaquei em minha leitura:
1, 5-7 “… Deus é luz e nele não há trevas. Se dizemos que estamos em comunhão com Deus e, no entanto, andamos nas trevas, somos mentirosos e não pomos em prática a verdade. Mas se caminhamos na luz, como Deus está na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, o Filho de Deus, nos purifica de todo o pecado.”
1, 9-10 “… Se reconhecemos os nossos pecados, Deus, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça. Se dizemos que nunca pecamos, estaremos afirmando que Deus é mentiroso, e sua palavra não estará em nós.”
2, 1-2 “… Se alguém pecou, temos um advogado junto do Pai: Jesus Cristo, o justo. Ele é a vítima da expiação pelos nossos pecados; e não só os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro.”
2, 3-6 “Para sabermos se conhecemos a Deus, basta ver se cumprimos os seus mandamentos. Quem diz que conhece a Deus, mas não cumpre os seus mandamentos, é mentiroso, e a Verdade não está nele. Por outro lado, o amor de Deus se realiza de fato em quem observa a Palavra de Deus. É assim que reconhecemos que estamos com ele: quem diz que está com Deus deve comportar-se como Jesus se comportou.”
2, 15-17 “Não amem o mundo e nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo – os apetites baixos, os olhos insaciáveis, a arrogância do dinheiro – são coisas que não vêm do Pai, mas do mundo. E o mundo passa com seus desejos insaciáveis. Mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
3, 1-2 “Vejam que prova de amor o Pai nos deu: sermos chamados de filhos de Deus. E nós de fato o somos! Se o mundo não nos reconhece, é porque também não reconheceu a Deus. Amados, desde agora já somos filhos de Deus, embora ainda não tenha se tornado claro o que vamos ser. Sabemos que quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque nós o veremos como ele é.”
3, 16-17 “Compreendemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também devemos dar a vida pelos irmãos. Se alguém possui os bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?”
3, 21-22 “Amados, quando a consciência não nos condena, sentimos confiança para nos dirigirmos a Deus, e recebemos tudo o que lhe pedimos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que agrada a ele."
4, 7-10 “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Que não ama não conhece Deus, porque Deus é amor. Nisto tornou-se visível o amor de Deus entre nós: Deus enviou o seu Filho único a este mundo, para dar-nos a vida por meio dele. E o amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados.”
4, 19-21 “Quanto a nós, amemos, porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: “Eu amo Deus”, e no entanto odeia o seu irão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é justamente o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também o seu irmão."
5,13-15 “Escrevo tudo isso para que vocês, que acreditam no nome do Filho de Deus, estejam certos de quem tem Vida eterna. Ao nos dirigirmos a Deus, podemos ter esta confiança: quando pedimos alguma coisa conforme o seu projeto, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, estamos certos de que já obtivemos o que lhe havíamos pedidos."
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